OS LOUCOS ANOS 20

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Os valores tradicionais e os costumes alteraram-se radicalmente após a 1ª Guerra Mundial. Cansadas do medo e das restrições que o conflito tinha imposto, as populações citadinas da América e da Europa, passaram a dar mais valor aos prazeres da vida, à descontracção e ao convívio. Foram os anos loucos ou para usar, para usar a conhecida expressão americana, os roaring twenties.



A ANIMAÇÃO NOCTURNA



O entusiasmo pela vida nocturna aumentou. Ir ao cinema, frequentar clubes e cabarés para ouvir jazz e dançar o charleston, o swing, o foxtrot, a rumba ou o tango tornou-se um hábito . Os anos 20 tornaram particularmente populares o charleston e o foxtrot, danças trepidantes e originárias da América. Observa como se dançavam.




O 28 de MAIO de 1926


A imagem apresenta uma caricatura, publicada na revista ABC, alusiva aos problemas políticos e sociais dos últimos anos da 1ª República.
A esperança que representava a república foi-se perdendo em função de acontecimentos internos e externos que impediram a concretização de iniciativas que todos ambicionavam. A nível externo a 1ª Guerra Mundial, que exigiu a presença portuguesa, devido a compromissos com os nossos aliados, agravou a situação económica e financeira, aumentando o preço dos produtos e a carestia de vida. A nível interno, o descontentamento social alastrou a todo o país mas foi mais agressiva nas áreas urbanas, onde a organização operária tinha maior capacidade reivindicativa. Os governos sucediam-se sem solucionar as dificuldades sentidas
Este ambiente favoreceu a intervenção do exército que, em 28 de Maio de 1926, através do General Gomes da Costa, acabou com a 1ª República e instaurou uma ditadura militar.
















TAREFA PROPOSTA: para teres uma ideia da instabilidade política que caracterizou a 1ª República, entre 1910 e 1926, existiram em Portugal 45 governos e quantos presidentes? Entra no site do Museu da Presidência da República, para encontrares a resposta.

1º de Dezembro de 1640

O 1º de Dezembro é o feriado que celebra a Restauração da nossa independência nacional face ao domínio espanhol que durou 60 anos, entre 1580 e 1640. Com a proclamação do Duque de Bragança como rei de Portugal com o título de D. João IV, iniciou-se a dinastia de Bragança, quarta e última da monarquia portuguesa.
A actual importância do 1º de Dezembro, no contexto da União Europeia, é a de sermos soberanos. Quer isto dizer que não dependemos de outro Estado para nos fazermos representar, tal como a Catalunha precisa da Espanha.