Influência da República na toponímia de Cascais

quinta-feira, 26 de novembro de 2009





Algumas orientações
Personalidades da 1ª República


Manuel de Arriaga
Teófilo Braga
Bernardino Machado
Sidónio Pais
Canto e Castro
António José de Almeida
Manuel Teixeira Gomes
Afonso Costa

Talvez não seja fácil encontrar mesmo em Cascais ruas com o nome destas personalidades. Devem investigar também em Alcabideche, Carcavelos, Parede .... Façam uma primeira pesquisa na lista telefónica!

No centro de Cascais é fácil encontrar ruas com nomes associados aos acontecimentos da República assim como à participação de Portugal na 1ª Guerra.

D. Carlos e o seu pai D. Luís também deram nome a algumas das ruas de Cascais. Devem ser tidas em consideração no vosso relatório porque foi a sua incapacidade governativa que provocou a proclamação da República.

Procurem imagens sobre Cascais, desde finais do século XIX até 1910 ( na Internet, no Centro de Recursos e se poderem na CMC.)

Vão descobrir que Cascais não era uma vila republicana mas uma vila da corte..... por isso talvez não existam muitas ruas associadas à 1ª República.

Devem fotografar as placas que identificam as ruas e legendá-las de acordo com a localidade em que se encontram.

Sugiro que elaborem o relatório de acordo com o modelo que se apresenta.

O Regicídio












A crescente incapacidade dos governos monárquicos para resolver
os problemas económicos e sociais do país, agravada pela oposição
dos interesses partidários , levaram o rei D. Carlos a dissolver o
parlamento em 1907. Iniciou-se um período de ditadura sob a chefia
de João Franco. Políticos opositores ao regime foram condenados
ao exílio e a liberdade de imprensa limitada pela censura.
A radicalização destas medidas conduziu ao Regicídio. As conse-
quências foram trágicas para D. Carlos e para o príncipe herdeiro,
D. Luís, que foram assassinados por dois republicanos extremistas,
em Fevereiro de 1908.


A história do soldado Milhões

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


O soldado Milhões é a maior lenda da participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial, recordado também aqui.
Aníbal Milhais nasceu em Valongo, concelho de Murça, em Trás-os-Montes. Agricultor durante toda a vida, com excepção do tempo que fez dele um herói medalhado e celebrado. Chegada a hora da tropa foi incorporado no Regimento de Bragança e mais tarde no do Chaves. Em 1917 «partiu para a frente de combate». Um ano depois, chegava o «grande momento, o da batalha de La Lys», na Flandres. O dia preciso: 9 de Abril. Rezam as crónicas que uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A nossa força chegou a ser destroçada e a situação era «a pior possível». Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar. O soldado Milhais viu-se sozinho numa trincheira e, então, ergueu-se, de metralhadora Lotz, e varreu uma coluna de alemães que vinham em motocicletas. E, segundo conta a lenda (ou terá sido mesmo verdade), terá feito o mesmo às colunas de ‘boches’ que entretanto surgiram. Parece que os alemães terão julgado que, em vez de um camponês sozinho, enfrentavam um fortíssimo regimento de portugueses e ingleses. Não, afinal, era apenas Milhais e a sua querida «Luísa», nome de metralhadora. O acto isolado deste soldado com queda para kamikaze, permitiu aos aliados tomar posição trinta e tal quilómetros mais atrás. Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos, tendo apenas «amêndoas doces» para comer. Quatro dias depois da batalha, encontrou um médico escocês que o salvou de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano. Chegado ao acampamento, Milhais foi efusivamente abraçado pelo seu comandante: «Tu és Milhais, mas vales milhões». Repita a frase, por favor, que está a ditá-la para a História. Para sempre, Aníbal Milhais virou «soldado Milhões», tendo recebido a Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito.

TAREFA PROPOSTA: faz um resumo da história do soldado Milhões, de acordo com as normas que tu já conheces.